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Vários estudos tem mostrado uma relação entre os alimentos e a endometriose.

Como o sistema imunológico parece estar envolvido na gênese dessa doença que apresenta um caráter inflamatório e de aumento de estresse oxidativo, a alimentação equilibrada contribui com o fortalecimento do sistema de defesa e auxilia na  modulação da inflamação.

Baseado em alguns estudos da literatura, podemos sugerir condutas alimentares, que associadas ao tratamento clínico, podem beneficiar as mulheres portadoras dessa afecção.

Cinco a seis refeições devem ser realizadas diariamente, sendo fundamental aprender a fazer as escolhas corretas no dia-a-dia e mudar certos hábitos. É preciso pensar nos alimentos não somente como forma de saciar a fome, mas sim como fonte dos nutrientes vitais ao bom funcionamento do organismo e de matéria-prima para as células.

Algumas medidas podem ser sugeridas:

  • Manter um peso saudável. A gordura corporal também é produtora de hormônios femininos, como a estrona, e por isso é preciso evitar o sobrepeso, pois o desenvolvimento da endometriose depende desses hormônios.
  • Atualmente as mulheres consomem muitos alimentos industrializados, em detrimento dos alimentos frescos, o que resulta muitas vezes em refeições de baixa qualidade nutricional e ricas em aditivos químicos, gordura saturada e trans.
  • As frutas, verduras e legumes devem ser consumidas diariamente, e não eventualmente pois são as principais fontes de vitaminas, minerais e de fibras. Os nutrientes antioxidantes como a vitamina A, C, E, zinco, magnésio, selênio, cobre são encontrados também nas oleaginosas (castanhas do pará, de caju, amêndoas, avelãs) e nas sementes (gergelim, girassol, chia, linhaça).  Algumas pesquisas sugerem que mulheres com endometriose podem ter deficiência de vários desses nutrientes.
  • Ao escolher os pães, torradas, arroz e massas, preferir a versão integral, pois tem maior teor de magnésio, vitamina B6 e fibras.
  • As gorduras animais podem estar associadas com a endometriose, o que indica preferir carnes magras como peixe, peru e frango. Por outro lado, gorduras boas como o ômega-3, presente em peixes como salmão, arenque, linguado, sardinha, atum, são benéficas.
  • O intestino tem importante função imunológica e merece bastante atenção. Ele é a porta de entrada de toxinas imunosupressoras e microorganismos. Para funcionar regularmente é preciso um aporte adequado de fibras e de água. Os probióticos, que estão nas coalhadas e iogurtes favorecem o crescimento de uma flora intestinal saudável.
  • Se possível utilizar as versões orgânicas dos alimentos, pois são livres de agrotóxicos, antibióticos e hormônios. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgados em 2012, mostram diversos vegetais com teores de agrotóxicos muito acima do permitido.

Assim, a alimentação correta deve ser pensada individualmente. O acompanhamento nutricional auxilia na reorganização da rotina alimentar, na introdução gradativa de novos alimentos e na prescrição de suplementos quando necessário.

Simone G. Getz
Nutricionista – USPCRN 4293
Pós graduação em Saúde da Mulher no Climatério e
Nutrição na Ortomolecular e Envelhecimento Saudável