Definitivamente.

Vamos aos números: em torno de 1 em cada 4 mulheres tem dor pélvica, mais da metade não consegue fazer diagnóstico da causa da dor e metade das laparoscopias ginecológicas são realizadas devido à dor referida pelas pacientes.

Além disso, estima-se um custo anual nos EUA de 2 bilhões de dólares com gastos relacionados às doenças que provocam dor pélvica em mulheres, valores relativos ao diagnóstico e tratamento em si, mas também às perdas econômicas laborais que esse sintoma provoca.

A dor pélvica pode se manifestar como cólica menstrual, mas também pode permanecer cronicamente e deve sempre ser investigada. Uma série de doenças pode causar dor na região pélvica das mulheres: endometriose, mioma uterino, cistos de ovário, infecção pélvica e urinária, cálculo renal, síndrome da bexiga dolorosa, doenças inflamatórias intestinais (doença de Chron, retocolite ulcerativa), fibromialgia, entre outras.

Em mulheres durante a idade reprodutiva, endometriose é a principal causa de dor. Entre 10 e 15% das mulheres nessa fase da vida podem ter essa doença e os principais sintomas são cólica menstrual, dor na região pélvica fora do período menstrual, dor durante a relação sexual e dor ao evacuar ou urinar durante o período menstrual.

Assim, vemos que dor deve ser tratada com respeito, pois além de ser um sintoma extremamente freqüente, pode ser um sinal de diferentes doenças que devem ser resolvidas de forma adequada.