Exames Clínicos e de Imagem

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Quando o tratamento clínico da endometriose é recomendado?

Exame Clínico

O exame clínico é parte fundamental na investigação de endometriose profunda e ovariana e pode trazer informações valiosas para o diagnóstico.

Os cistos de ovário (endometriomas) podem ser palpados no toque vaginal quando maiores que 3 ou 4cm, porém as lesões superficiais peritoneais não percebidas no exame clínico.

O local mais comumente afetado pelas lesões de endometriose é a região retrocervical (atrás do colo uterino), em particular, os ligamentos útero-sacros, estruturas que conectam o útero com a região sacral na coluna.

 

Nessa área é possível perceber, ao toque vaginal, espessamentos e nódulos endurecidos compatíveis com lesões profundas.

O terço superior da vagina e o reto também podem apresentar lesões que são possíveis serem observadas ao toque, assim como os nódulos de septo reto-vaginal (área menos comum de ser comprometida).

Em estudo que publicamos em 2007, avaliamos a exatidão com que os métodos de imagem (ultrassom e ressonância magnética) e o toque vaginal têm para diagnóstico de endometriose profunda na região retrocervical (atrás do colo uterino) e de intestino (reto-sigmóide).

Com o toque vaginal foi possível perceber quase duas de cada três lesões acometendo essas regiões. Apesar da indiscutível importância do exame clínico, existe uma limitação que consiste na posição da lesão, que pode ser realmente não palpável ao toque vaginal.

Exames de Imagem

Na última década, um dos pontos de maior crescimento no conhecimento da endometriose se concentrou na melhor aplicação dos métodos de imagem, auxiliando o diagnóstico da endometriose infiltrativa profunda.

Novamente importante pontuar que os focos superficiais peritoneais não têm possibilidade diagnóstica com métodos de imagem.